Nosso lindo mundo

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domingo, 5 de junho de 2011

Animais ameaçados de extinção estão se reproduzindo em cativeiro

O zoológico de Belo Horizonte tem um motivo a mais para comemorar. Animais ameaçados de extinção estão se reproduzindo em cativeiro. Das 254 espécies que vivem no parque, pelo menos 30 correm risco de extinção.

De acordo com a coordenadora do serviço de educação ambiental, Gislaine Xavier Andrade, o cachorro do mato foi considerado um animal extinto em Minas Gerais. Após receber um casal da espécie, cinco filhotes nasceram no zoológico.

O macaco prego é um dos animais mais carismáticos do zoológico. Eles chegam perto das pessoas, fazem careta, brincam. A criançada adora! Mas esta espécie também está ameaçada de extinção. Segundo coordenadora, principalmente por causa da caça excessiva e do desmatamento. Dois filhotes de macaco prego nasceram no parque.

No Jardim Botânico, o trabalho de reprodução também é feito. Das 2050 espécies, cerca de 100 podem sumir da natureza. Uma delas é a orquídea.

22 anos depois, a repressão em Tiananmen...




Há 22 anos, o Mundo assistiu ao massacre de Tiananmen, na China. Milhares foram feridos ou mortos a 3 e 4 de Junho de 1989, após dias de luta por melhores condições de vida e pelo respeito aos direitos humanos.

Foi no dia 15 de Abril de 1989, que milhares de cidadãos saíram às ruas chinesas em marchas pacíficas de protesto. O movimento pró-democracia era liderado por estudantes, mas muitos mais levantavam a voz contra a República Popular da China, o seu governo liderado pelo Partido Comunista e as actuações do mesmo que acreditavam serem repressivas, corruptas e más para o país.

 A praça de Tiananmen, em Pequim, foi um dos palcos que recebeu os discordantes.

Mas vozes e os gestos dos manifestantes acabariam por ser reprimidos. 

Em 3 e 4 de Junho de 1989, a praça de Tiananmen foi invadida por membros do exército que oprimiram o protesto, disparando sobre os manifestantes. No massacre de Tiananmen, entre sete a dez mil pessoas ficaram feridas e centenas foram assassinadas, mas eixte a possibilidade de terem havido milhares de mortos.

A China forneceu, recentemente, acesso aos arquivos secretos nacionais, "mas justificou manter em segredo documentos históricos acerca da Praça de Tiananmen", e sobre "outros 'distúrbios desagradáveis", com o "receio de causar danos à 'reputação' ou 'privacidade' de alguém".

Para sempre fica algo que nem o governo da República Popular da China pode apagar: a imagem de um rapaz, a 5 de Junho, à frente dos tanques do exército, numa luta desigual. Esta imagem fez capa de jornais de todo o Mundo, e tornou-se o símbolo de uma luta que aconteceu, não só em 1989, mas que, para muitos, ainda hoje existe.

Desde finais de Fevereiro de 2011 que, na China, mais de 130 pessoas foram presas, "sujeitas a monitorização e intimidação pelas forças de segurança" ou, então, "desapareceram". Entre elas, estão activistas, bloggers, advogados e até alguns dos participantes do movimento democrático estudantil de 1989. Liu Xiaobo é um desses exemplos. Vencedor do prémio Nobel da Paz em 2011 por ser um dos autores do manifesto político que apela a uma reforma pacífica da política chinesa, a "Carta 08", este professor e poeta, que também esteve presente no movimento pró-democracia de 1989, foi condenado, em 2009, a 11 anos de prisão por "incitação à subversão", segundo o governo chinês.

Aquecimento e CO2: a pré-história nos revela más notícias


Há milhões de anos, grandes e súbitas emissões de dióxido de carbono na atmosfera provocaram um aumento da temperatura global de quase cinco graus centígrados. A notícia ruim é que atualmente o ritmo de emissão de CO2 é pelo menos cinco vezes maior.
Há 56 milhões de anos aconteceu este brutal episódio batizado pelos cientistas como Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM).
 
As causas continuam um mistério, mas os cientistas concordam que foi gerado por fortes emissões de CO2, considerado um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa, e que resultou em um brusco aquecimento do clima de cinco graus no período de 10.000 a 20.000 anos.
 
Um fenômeno que foi a origem de profundas mudanças ecológicas em nosso planeta e suas formas de vida, afirmam os especialistas, que consideram o PETM como um episódio similar ao que poderia acontecer nas próximas décadas.
 
No entanto, naquele momento foi necessária apenas uma "pequena fração" do CO2 gerado atualmente pela humanidade para chegar a este resultado, afirma o estudo publicado na revista britânica Nature Geoscience.
 
"Estamos injetando CO2 na atmosfera a um ritmo quase 10 vezes mais elevado que a média durante o PETM. Isto significa que o sistema climático deve atualmente adaptar-se a perturbações muito mais intensas", resume um dos autores do estudo, Lee Kump, geólogo da Universidade da Pensilvânia (EUA).
 
Segundo as projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, o aumento de temperatura até o fim do século XXI oscilaria de 1,8 a 4 graus na média, e pode alcançar 6,4 graus, segundo as estimativas de emissões de gases de efeito estufa.
 
"A vida é tão sensível à rapidez das mudanças que sofre com a amplitude destas mudanças. Em consequência, o consumo de energias fósseis está provavelmente alterando os ecossistemas de todo o planeta como poucas vezes aconteceu na história da Terra, e com certeza como nunca ocorreu durante o PETM", destacou Kump à AFP.

Livro homenageia a flora brasileira

 Livro “Árvores do Brasil - Cada poema no seu galho", faz parte da coleção Bicho-Poema, que possui o selo verde de certificação concedida pela FSC, que garante a origem da madeira utilizada na fabricação do miolo do livro

A Editora Peirópolis está lançando em São Paulo o livro “Árvores do Brasil - Cada poema no seu galho”, de autoria de Lalau e Laurabeatriz. A obra homenageia as principais maravilhas da flora brasileira com 15 espécies de árvores, três de cada bioma. O livro faz parte da coleção Bicho-Poema, que possui o selo verde de certificação concedida pela FSC - Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal) – que garante a origem da madeira utilizada na fabricação do miolo do livro.

Espécies como pau-brasil, araucária, jequitibá, ipê-do-cerrado, buriti, jatobá-do-cerrado, juazeiro, mulungu, umbuzeiro, ipê-roxo, jenipapo, pau-formiga, castanheira-do-pará, piquiá e mogno são retratados por meio de poemas. “Num país tão rico como o Brasil, foi muito difícil escolher. Pesquisamos bastante, e ficamos com três espécies de cada um dos cinco biomas: Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Amazônia e Pantanal”, diz a ilustradora Laurabeatriz.

No livro, cada uma das árvores ganhou, além do poema, uma ilustração bastante colorida e com traços criativos e a companhia de um representante da fauna do Brasil que mantém alguma relação de vida com ela, seja a procura de alimento, frutas e folhas, seja abrigo. As ilustrações de Laurabeatriz permitem ao leitor contemplar as cores, tons e nuances que retratam bem a diversidade de belezas contidas na flora e fauna brasileiras. Para saciar a curiosidade e o conhecimento do leitor, a obra reserva um espaço com informações e curiosidades de cada uma das árvores retratadas nas páginas desta magnífica homenagem à riqueza ambiental brasileira.

As cidades do Rio estão ficando mais verdes

O Rio ganhou o equivalente a 109 mil campos de futebol em áreas de conservação municipais. No início desse prazo, foi implantado o ICMS Verde, que coloca, no cálculo da distribuição entre os municípios do imposto acumulado pelo Estado, critérios como área de proteção ambiental, lixo e água, além dos habituais (área e população).


                                                           (foto de Antônio Ângelo, Ilha do Japonês, Cabo Frio)

Entre as áreas criadas estão o Parque Marinho de Corais, em Búzios, e o Parque Natural Montanhas de Teresópolis. Muitos municípios beneficiados são pequenos, e os recursos do ICMS Verde fazem mais diferença.

O índice de repasse do ICMS Verde é composto da seguinte forma: 45% para áreas conservadas (unidades de conservação, reservas particulares e áreas de proteção permanentes); 30% para qualidade da água; e 25% para a administração dos resíduos sólidos. As prefeituras que criarem suas próprias unidades de conservação terão direito a 20% dos 45% destinados à manutenção de áreas protegidas.

O ICMS Verde, não premia apenas municípios por ações em defesa de sua cobertura vegetal, mas também pela preservação da água e pelo tratamento do lixo.